
25/01/2024
Há cinco anos, o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, se tornou a maior tragédia humanitária do Brasil, com 270 mortos, inclusive duas grávidas. O desastre ambiental causou a contaminação de mais de 300 quilômetros do Rio Paraopeba, atingindo a população de 26 cidades.
A arte abaixo mostra imagens aéreas da região da mina antes do acidente, nos dias seguintes ao rompimento da barragem e atualmente.
O desastre em Brumadinho ocupa a quarta colocação entre os maiores da história. Os dados são do coletivo internacional Wise Uranium Project, que estuda os impactos na saúde e no ambiente da mineração e da produção de combustível nuclear.
A tragédia no Córrego do Feijão fica atrás somente dos desastres nas minas de Mariana (Minas Gerais - 2015), Mount Polley (Canadá - 2014) e Williamson (Tanzânia - 2022) na quantidade de resíduos despejados.
A Vale S.A, responsável pela mina, e a Tuv Sud, subsidiária alemã que certificou a segurança da barragem, além de 16 então diretores, foram denunciados pelo Ministério Público, em processo criminal que corre no Brasil e na Alemanha. Depois de cinco anos, incluindo três em que a justiça brasileira passou debatendo se o caso era de competência estadual ou federal, não houve qualquer condenação.
— Pelas investigações, muita coisa foi revelada, sabemos que crimes foram cometidos, as provas são contundentes. Por outro lado, a gente tem um sistema de Justiça que passou três anos com teses conflitantes sobre a competência do caso e ainda não condenou ninguém — afirma Danilo Chammas, advogado da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos (Avabrum). — Há uma sensação de impunidade, mas os familiares continuam com fé no processo e monitorando de perto.
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