
02/01/2024
Ondas de calor cada vez mais intensas, seca na floresta Amazônica com seus grandes rios, chuvas e tempestades constantes na região Sul… O ano de 2023 chega ao fim mostrando o impacto de eventos climáticos extremos e a urgência de ações para combater a emergência climática, reequilibrando nossos ecossistemas. Para quem ainda tinha duvidas sobre o aquecimento global, a Organização Meteorológica Mundial, confirmou que 2023 é o mais quente em 125 mil anos, superando em 1,4ºC os níveis pré-industriais.
“A natureza está dando muitos sinais de que as coisas não estão bem. E, infelizmente, essas situações vão ficar cada vez mais comuns nos próximos anos. É preciso agir rapidamente para mudar o sentido dessa história”, alerta Rafael Loyola, também membro da RECN e diretor executivo do Instituto Internacional para a Sustentabilidade (ISS).
De acordo com a Defesa Civil Nacional, mais da metade dos 5.568 municípios brasileiros foi afetada por fenômenos climáticos extremos no Brasil em 2023. Ao longo do ano, 2.797 municípios decretaram estado de emergência ou de calamidade por causa de desastres naturais.
“Podemos dizer que o brasileiro ‘descobriu’ as mudanças climáticas neste ano. Com tantas tragédias provocadas por chuvas intensas, ondas de calor, incêndios florestais e secas intensas, as pessoas estão mais conscientes de que a mudança do clima é uma realidade e que precisamos olhar para a natureza com muito mais atenção”, analisa o economista Carlos Eduardo Young, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor titular e coordenador do Grupo de Economia do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (GEMA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Apresentada durante a 28ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP28), em dezembro, a pesquisa “Natureza e Cidades: a relação dos brasileiros com as mudanças climáticas”, confirmou que o assunto está em alta. Sete em cada dez entrevistados percebem que eventos climáticos extremos como tempestades, vendavais, estiagens e ondas de calor estão se agravando; e 80% da população se preocupa com as mudanças do clima. A pesquisa também apontou que 76% das pessoas consideram que a estrutura das cidades não está preparada para chuvas fortes. A pesquisa completa, realizada pela Fundação Grupo Boticário em parceria com a UNESCO no Brasil, a ANAMMA e a Aliança Bioconexão Urbana, pode ser vista aqui.
Vem ler a Retrospectiva ambiental 2023 no CicloVivo
Caribe em Ipanema: descoberta de bancos de algas calcárias cor-de-rosa surpreende pesquisadores; veja
29/09/2026
Eleições 2026: o clima entrou nos planos, mas não nas campanhas
29/09/2026
Caçadores de tempestades registram ´supercélula´ em Alegrete durante período de temporais no RS; VÍDEO
29/09/2026
Sob El Niño, primavera deve ter calor, seca e tempestades severas
29/09/2026
VÍDEO: terremoto desperta vulcão ´adormecido´ há mais de 500 anos, mostra satélite da Nasa
29/09/2026
Semana do Clima: é hora de encarar a necessidade de mudanças
29/09/2026
