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Sítio Burle Marx, Valongo, Rio, Paraty e Ilha Grande: os patrimônios mundiais do estado

29/07/2021

Reconhecido nesta terça-feira como Patrimônio Mundial da Unesco, o Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, ingressa na seleta lista de monumentos, construções, sítios arqueológicos que possuem importância fundamental para a memória, a identidade e a criatividade dos povos e a riqueza das culturas. A definição está na Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, de 1972.
O sítio é o quarto do Estado do Rio de Janeiro que passa a integrar a lista, e o 23º representante brasileiro. Também foram reconhecidos pela importância cultural a cidade do Rio de Janeiro como um todo, em 2012, e o Cais do Valongo, em 2017.
Essa convenção também estabeleceu que o patrimônio natural é formado por monumentos naturais constituídos por formações físicas e biológicas, formações geológicas e fisiográficas, além de sítios naturais. Segundo o site do Iphan, nos patrimônios naturais, a proteção ao ambiente, do patrimônio arqueológico, o respeito à diversidade cultural e às populações tradicionais requerem atenção especial. Nesta categoria, o estado não tem representantes,mas, juntos, Paraty e Ilha Grande são reconhecidos como Patrimônio Misto por agregarem características de ambos.

Confira alguns dos patrimônios do Estado do Rio:
Sítio Burle Marx
O mais novo patrimônio cultural brasileiro, o Sítio Roberto Burle Marx reúne na propriedade de 40,7 hectares, coleção botânico-paisagística, sete edificações, cinco espelhos d’água e um acervo museológico de mais de três mil itens. O local é remanescente de uma fazenda do século XVIII, em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e foi a residência do paisagista e artista plástico Roberto Burle Marx de 1973 a 1985, quando foi doado ao Iphan, responsável pela gestão.
O artista e paisagista se destacou mundialmente pelos projetos de jardins tropicais. O sítio hoje conta com mais de 3.500 espécies de plantas tropicais e 14 mil metros quadrados de viveiros de plantas, algumas delas descobertas pelo próprio Burle Marx. A vegetação nativa da região inclui espécies de manguezal, restinga e mata atlântica.
O acervo ainda inclui a vasta produção artística feita pelo próprio paisagista, que inclui gravuras, serigrafias, desenhos, esculturas, tapeçarias, pinturas sobre diferentes suportes, painéis de cerâmica, jóias, cenários e figurinos para teatro, entre outros. Também estão preservadas a casa de Burle Marx, com todo o mobiliário e objetos pessoais; suas coleções de arte sacra, cerâmica pré-colombiana, conchas, objetos de design e arte popular.

Cais do Valongo
Em 1º de março de 2017, o Cais do Valongo entrou na lista de patrimônio cultural da Unesco. A área na Zona Portuária foi reconhecida por seu valor histórico, "como memória da violência contra a Humanidade representada pela escravidão, e de resistência, liberdade e herança", segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O local é apontado como o principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas em cerca de 40 anos.
O passado veio à tona seis anos antes do título, quando foi revelado durante as obras da primeira fase do Porto Maravilha. Além da estrutura, foram encontrados milhares de objetos. Segundo registros, o Cais foi construído em 1811 pela Intendência Geral de Polícia da Corte do Rio de Janeiro, uma alternativa para retirar do que hoje é a Rua Primeiro de Março, a chegada e comércio de africanos escravizados. Ao longo dos anos o local passou por transformações, mas não resistiu à modernização no início do século XX, no projeto de urbanização, e foi aterrado em 1911.
Entre as conquistas desde a redescoberta, em 2012, a Prefeitura do Rio transformou o espaço em monumento preservado e aberto à visitação pública, por sugestão das Organizações dos Movimentos Negros. O Cais do Valongo faz parte do Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, que inclui a Pedra do Sal, o Cemitério dos Pretos Novos, entre outros.

Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar
A harmonia entre mar, montanhas e florestas e um crescimento urbano que consegue se adaptar à paisagem única e cheia de desafios e beleza deu à cidade do Rio de Janeiro, com seus mais de 450 anos de história, o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1º de julho de 20212. O feito teve destaque por ser a primeira área urbana do mundo a tal reconhecimento. Até então, sítios de áreas rurais, como jardins históricos, eram aceitos, mudança possível com a inclusão de bens culturais nos critérios avaliados a partir de 1992.
O projeto, intitulado "Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar", integra quatro grandes áreas, compreendidas entre a Zona Sul do Rio e a cidade de Niterói.
São eles: Setores Floresta da Tijuca, Pretos Forros e Covanca do Parque Nacional da Tijuca, Setor Pedra Bonita e Pedra da Gávea do Parque Nacional da Tijuca, Setor Serra da Carioca do Parque Nacional da Tijuca e Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Entrada da Baía de Guanabara e suas bordas d´água desenhadas: Passeio Público, Parque do Flamengo, Fortes Históricos de Niterói e Rio de Janeiro, Pão de Açúcar e Praia de Copacabana.

Paraty e Ilha Grande
A arquitetura colonial portuguesa e as ruas com pedras históricas são alguns dos elementos do passado preservado em Paraty, no litoral sul do estado do Rio. Em meio ao verde da floresta preserva, importante na história da cidade e do país com um trecho do Caminho do Ouro, que ligava o Rio de Janeiro e Minas Gerais e era usado como rota por escravos e para o transporte de ouro.
A cidade ainda é cercada pela Baía da Ilha Grande, que conserva suas águas cristalinas e abriga a ilha que dá seu nome, onde ainda são preservadas tradições culturais e religiosas. Da integração entre o ambiente natural e a história, o Iphan apresentou o dossiê "Paraty e Ilha Grande: Cultura e Biodiversidade", que rendeu o título de patrimônio misto pela Unesco, o único no Rio, em julho de 2019.O sítio misto abrange um território de quase 149 mil hectares, onde estão, entre outros, o centro histórico de Paraty e quatro áreas de conservação ambiental: o Parque Nacional da Serra da Bocaina, o Parque Estadual da Ilha Grande, a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul e a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu.

Fonte: O Globo

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