
25/02/2021
Os animais silvestres que são encontrados feridos ou em cativeiros no Espírito Santo recebem reabilitação no Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema).
Em 2020, cerca de 1.300 bichos foram tratados no local. Alguns deles foram entregues voluntariamente por antigos criadores, que até os tratavam bem, mas de forma ilegal.
Recentemente, um filhote de veado resgatado na região do Parque Estadual Pedra Azul, em Domingos Martins, recebeu o tratamento do Iema. Ele já está se recuperando. No ano passado, pinguins foram soltos no mar depois de serem reabilitados no instituto. Em 2019, um tatu paraplégico ganhou até uma "cadeira de rodas" ao ser tratado no local.
Atualmente, há pássaros como um atobá, um gavião e uma coruja, que foi entregue por um criador sem licença e que ficou muito mansa para ser retornada à natureza.
"É um animal que não consegue retornar à natureza, porque se encontrar com uma pessoa, vai se aproximar, não vai fugir. Então é um animal que a gente não tem condições de devolver à natureza", explicou a a veterinária Renata Hurtado.
A ave tem cerca de cinco anos e não tem condições de sobreviver sozinha na natureza, por isso, deve ser levada pra alguma instituição de preservação, zoológicos ou pra criadores cadastrados, chamados de guardiões.
É a mesma situação de uma ouriça, um mamífero espinhoso fêmea, que está sendo reabilitada no local. Ela chama a atenção pela fofura. A ouriça chegou ao local ainda filhote, quase sem espinhos, e está crescendo forte.
"Ela acabou ficando um animal muito manso e vai ser destinada ao zoológico. Nosso objetivo principal é sempre realizar a soltura dos animais, mas nós sabemos que muitas vezes não conseguimos", explicou a veterinária.
Quem tiver interessado em visitar os animais silvestres que são reabilitados pelo Iema, conhecer o processo de recuperação desses bichos, ou devolver um animal silvestre, pode entrar em contato com o instituto pelo site.
Fonte: G1
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