
23/02/2021
A presença de novas onças-pintadas aumentou após as queimadas no Pantanal em Mato Grosso. Alguns dos motivos disso, segundo um levantamento feito por guias de turismo locais, foram a estiagem prolongada, os incêndios florestais, a falta de alimento e sombra às margens dos rios e alteração na vegetação pantaneira. Não se pode dizer que houve um aumento no número de animais, mas sim na detecção deles na região.
O levantamento observou uma resiliência do Pantanal mato-grossense: apesar da destruição causada pelos incêndios, a fauna e flora começam a ressurgir aos poucos e a circulação desse e de outros animais está mais visível aos moradores e turistas.
Em 2020, o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA) registrou 4,350 milhões de hectares incendiados no Pantanal, ou seja, 30% do bioma.
Os incêndios também atingiram o Parque Estadual Encontro das Águas, localizado na região de Porto Jofre, na cidade de Poconé (distante 102 km de Cuiabá), e destruíram 85% do parque.
A localidade é conhecida por deter a maior densidade de onças-pintadas do mundo. Turistas do país e do exterior procuram o parque para fazer a observação de onças-pintadas durante passeios de barco.
De acordo com Ailton Lara - guia de turismo naturalista e um dos responsáveis pelo levantamento -, o número de detecção de onças-pintadas foi obtido com ajuda de outros guias de turismo, pilotos de barcos, visitantes e Organizações sem fins lucrativos (ONGs) que participam ativamente de atividades e conhecem o Pantanal.
A partir de dados fotográficos, o grupo conseguiu fazer um levantamento sobre o número estimado de onças-pintadas na região.
Nos últimos 13 anos de observação, o número médio de detecção de novas onças-pintadas é de 11 ‘indivíduos novos’ por ano, ou seja, esses animais nunca foram vistos antes na localidade.
“Alguns anos observamos mais, outros percebemos menos que foram catalogadas, mas esse número de indivíduos vem aumentando a cada ano na região. Em 2020 o Pantanal sofreu um dos maiores incêndios florestais da história humana e afetou muito, a flora e a fauna”, disse Ailton.
Apesar do rastro de destruição e mortes de animais, o levantamento mostrou que a taxa de detecção de novas onças-pintadas aumentou 173% na região.
Esta reportagem pode ser lida na íntegra no G1
Maior planta de biometano do Brasil é inaugurada em SP
17/03/2026
Áreas úmidas do Cerrado guardam carbono milenar
17/03/2026
Vídeo flagra briga de onças-pintadas em árvore que termina dentro de rio no Pantanal
17/03/2026
Baunilha do Cerrado fortalece a bioeconomia brasileira
17/03/2026
Abelhas nativas impulsionam produção de acerola no Semiárido
17/03/2026
VÍDEO: pescadora é surpreendida com bote de sucuri em rio de águas cristalinas
17/03/2026
