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Briga política pelo comando da Secretaria de Conservação atrapalha manutenção da cidade

11/04/2019

Uma briga política pelo comando da Secretaria municipal de Conservação (Seconserva, antiga Seconserma) da prefeitura do Rio está por trás da demora para que os órgão públicos se mobilizassem a fim de minimizar os impactos da forte chuva que atinge a cidade desde a noite de segunda-feira. O GLOBO apurou que a cúpula do Alerta Rio alertou a Seconserva de que iria chover forte por volta das 11 horas de segunda-feira. No entanto, o órgão só reagiu enviando equipes para desobstruir bueiros com o caos já instalado. Resultado: assim como milhares de motoristas, as equipes ficaram presas no trânsito.
A politização da pasta virou prática no governo do prefeito Marcelo Crivella. O primeiro a ocupar o cargo foi Rubens Teixeira, uma espécie de faz tudo da atual administração, com passagens polêmicas também pela Comlurb e pela Secretaria municipal de Transportes. Hoje sem cargo na prefeitura, Rubens cortou recursos da pasta, inclusive da conservação da rede de drenagem. Em 2017, no primeiro forte temporal que atingiu a cidade na gestão de Crivella, ele sequer monitorou as ações no Centro de Operações. Em meio ao caos instalado, permaneceu em seu gabinete em um prédio no Estácio onde recebia um vereador da base em audiência.
A conservação também já esteve aos cuidados de Jorge Felippe Netto, filho do presidente da Cãmara do Rio, Jorge Felippe. Ele permaneceu sete meses na pasta até deixar o cargo pra disputar a reeleiçao para a Alerj no fim de março. Felippe Netto também enfrentou problemas por falta de recursos.
Hoje, a Seconserva é dirigida por um servidor de carreira, Roberto Monteiro da Silva. Mas na prática, segundo fontes ouvidas pela reportagem, boa parte da estrutura do órgão está sob o comando de pessoas ligadas ao secretário de Infraestrutura e Habitação, Sebastião Bruno, homem forte de Crivella.
O GLOBO apurou que Sebastião Bruno indicou, entre outros, o atual subsecretário de Engenharia e Conservação, Carlos Alberto Siqueira da Silva que já havia sido seu subordinado. No cargo desde fevereiro, ele substituiu o servidor público Guilherme Campos, que também havia sido indicado por Jorge Felippe. De acordo com fontes da prefeitura, Siqueira não respeitou o protocolo de atuação quando a cidade entra em estado de alerta para chuvas. Outros órgaos como a Cet Rio e a Comlurb também não se mobilizaram com antecedência. E só agiram quando a cidade já se encontrava em estado de crise:
— O protocolo empregado prevê que as equipes sejam deslocadas antes das chuvas. As áreas com maior possibilidade de alagamento são conhecidas. Esse é o caso por exemplo da Rua Jardim Botânico O normal seria manter equipes para trabalhar na desobstrução desses pontos com caminhões ´´vacum´´ para retirar o excesso de água — contou um servidor da prefeitura familiarizado com o processo.
As equipes também foram reduzidas. Em situações de risco de chuvas fortes, a prefeitura mantinha 200 agentes a postos para resolver eventualidades da conservação. Como o esquema do plano de contingência não foi mobilizado, havia apenas 20 pessoas.
Apesar dos alertas terem sido ignorados, quem está na corda bamba do episódio é o chefe-executivo do Centro de Operações (COR), Alexandre Caderman. Segundo fontes do município, desde ontem o prefeito Marcelo Crivella tem responsabilizado Caderman pelo caos, apesar do papel COR ser apenas alertar outros órgãos para o problema. Por falhas de outros órgãos, Caderman já foi exonerado pelo prefeito Marcelo Crivella em outra ocasião, por ter sido responsabilizado por falhas da prefeitura.
O presidente da Câmara, Jorge Felippe, admite que fez indicações para a área de conservação. Mas diz que foram técnicas.
— Meu neto ficou apenas sete meses. E o Guilherme era um servidor extremamente qualificado. Conhecia os protocolos . O que aconteceu nessa chuva foi que o prefeito não colocou a máquina pra trabalhar com antecedência — disse Felippe.
Todos os servidores citados nesta reportagem foram procurados por meio da assessoria de comunicação do prefeito Marcelo Crivella. O município se manifestou por nota. A prefeitura admitiu que as equipes estavam em deslocamento quando o temporal teve início e agora permanecerão em pontos estratégicos, preparados para eventuais transtornos causados pelo mau tempo. E deu exemplos sobre a forma de atuação: cerca de 100 veículos foram retirados da Rua Jardim Botânico entre a noite de seguda-feira e a manhã desta terça-feira. Informou ainda que foram disponibilizados 15 Vac-alls e 20 reboques para a Zona Sul.

Fonte: O Globo

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