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Número de casos suspeitos de chicungunha bate recorde em Niterói

15/05/2018

Quase dois meses após o fim do verão, a alta incidência de chicungunha ainda preocupa. Nos quatro primeiros meses deste ano, o município registrou 905 casos suspeitos da doença, número que já supera os 879 registrados nos anos de 2016 e 2017. No ano passado, no mesmo período comparativo, houve 248 suspeitas, o que representa um índice 265% inferior ao primeiro quadrimestre deste ano, evidenciando o problema que, segundo a Secretaria municipal de Saúde, afeta, principalmente, a Zona Norte.
As ações de combate ao Aedes aegypti foram intensificadas pela prefeitura desde março. Agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) vêm realizando vistorias em casas e estabelecimentos comerciais, com o objetivo de eliminar possíveis focos do inseto. A principal área de atuação são os bairros Barreto, Tenente Jardim e Engenhoca, que têm a maior incidência de chicungunha.
Na policlínica regional da Engenhoca, é muito comum encontrar pacientes com sintomas suspeitos da doença. Na última quinta-feira, a dona de casa Maria José de Conceição levou seu neto Pedro, de 9 anos, para buscar o correto diagnóstico na unidade.
— Eu já tive dengue e zika, mas nunca peguei chicungunha. Anteontem, ele começou a reclamar muito de dores musculares no corpo inteiro, principalmente nos joelhos e nos ombros. Como eu nunca senti os sintomas desse jeito, suspeitei logo e o trouxe para o posto — disse a moradora do Barreto.
Segundo Edmilson Migowski, presidente do Instituto Vital Brazil, vários são os fatores responsáveis pelo aumento nos registros de chicungunha:
— O vírus da zika começou a circular antes; e o da chicungunha, depois. Então, as pessoas que tiveram zika agora estão imunes a ela, enquanto ainda há muita circulação do vírus da chicungunha, que é mais fácil de diagnosticar do que as demais viroses.
A incidência de dengue também tem aumento nos registros. No primeiro quadrimestre do ano passado, Niterói registrou 421 casos, contra 835 no mesmo período deste ano: um aumento de 98%. No caso da zika, os números diminuíram 9,6%: houve 145 casos de janeiro a abril do ano passado contra 131 no mesmo período deste ano.
A prefeitura informa que, além das vistorias, vem promovendo mutirões de combate à dengue nos fins de semana, aplicando inseticida quando necessário, orientando os moradores e realizando a distribuição de material informativo sobre medidas de prevenção às doenças causadas pelo Aedes aegypti.

Saiba mais em O Globo

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