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Museu Nacional faz vaquinha virtual para reabrir sala do dinossauro

15/05/2018

Perto de completar 200 anos e sem recursos, o Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio, está recorrendo à ajuda do público para remontar a reprodução do Maxakalisaurus (o Dinoprata), considerado um dos maiores dinossauros do país e o primeiro de grande porte a ser montado no Brasil. A meta inicial é arrecadar R$ 30 mil. Mas, ao que tudo indica não será difícil atingi-la.
Até a manhã desta segunda-feira, menos de uma semana após o início da campanha, que começou na última quarta-feira, mais de R$ 21 mil (70% da meta) já havia sido arrecadado. A intenção da direção é garantir a abertura da sala do dinossauro, uma de suas principais atrações, a tempo para as comemorações do bicentenário da instituição, que será completado no começo de junho.
O esqueleto, que possui 13 metros de comprimento da cauda até a cabeça, é uma das principais atrações do museu e a sala onde ficava exposto atraiu mais de um milhão de visitantes desde 2006, quando foi aberta ao público. A exibição foi suspensa no fim do ano passado, quando um ataque de cupins destruiu a estrutura de madeira que fazia a sua sustentação. Desde então, parte das peças maiores, como o fêmur e costelas foram colocados em um canto da sala, enquando outras menores estão guardadas em caixas.
— Reabir uma sala dessa é um presente muito grande de para o nosso visitante, que vai poder observar como viviam os animais do passado e a evolução dos ecossistemas. Além disso tem um segundo ponto que é o de trazer mais para junto do museu o público da instituição, que sabe que pode contribuir para sua manutenção. É também uma forma de ele se sentir também um pouco dono do museu, que pertence a todos nós. É a oportuunidade de ajudar esta instuituição maravilhosa, que é o Museu Nacional, e está completando 200 anos — defende o diretor Alex Kellner.
O diretor explica ainda que os R$ 30 mil são apenas a meta inicial e já garantem a remontagem base e do esqueleto, necessários para reabertura da sala ao público. Mas, a intenção de Kellner é ir além. Ele pretende conseguir até R$ 100 mil ao final da campanha, no dia 4 de junho. Com esse dinheiro será possível fazer melhorias na iluminação da sala e agregar novas peças e garantir interatividade com os visitantes, além de colocar uma TV com tela de 65 polegadas, onde os visitantes poderão assistir desenhos animados e e filmes relacionados à exposição.
As metas serão escalonadas partindo de R$ 30 mil, passando por R$ 50 mil e R$ 75 mil até chegar aos R$ 100, segundo o diretor. Para a reconstrução da base de madeira há várias formas de doar. A colaboração parte de R$ 20 podendo chegar a R$ 5 mil e pode ser feita pelo site do Benfeitoria (benfeitoria.com/maxakalisaurus). Os partipantes vão ganhar recompensas como réplicas de dentes de dinossauros, camisetas, canecas e até um desenho original feito pelo paleoartista Maurílio Oliveira.
O Maxakalisaurus era herbívoro (se alimentava de plantas) e pesava até nove toneladas. O Dinoprata viveu no período Cretáceo, há mais de 80 milhões de anos, na região onde fica hoje o município de Prata, em Minas Gerais. A reconstrução completa do réptil, com ossos feitos de resina, ficava à mostra junto com alguns fósseis reais do bicho, que por serem frágeis, estão guardados.

Fonte: O Globo

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