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JBRJ possui o maior número de espécies exclusivas entre mais de 500 instituições do mundo

12/04/2018

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro é um dos principais pontos turísticos da capital fluminense, mas, além disso, guarda pesquisas e uma riqueza botânica que pode ajudar a reflorestar áreas desmatadas e a repor na natureza espécies consideradas em alto risco. A instituição foi reconhecida no fim do ano passado pela Botanic Gardens Conservation International (BGCI) como a que possui o maior número de espécies consideradas exclusivas em relação a outras instituições do gênero no planeta.
A avaliação levou em consideração os acervos de 500 jardins botânicos em mais de 100 países. “A importância de ter essas espécies cultivadas no Jardim Botânico tem a ver com a conservação. A gente tem o cultivo aqui já prevendo a reintrodução dessas plantas na natureza”, explicou Marcus Nadruz, coordenador das coleções vivas e pesquisador do Jardim Botânico.
A instituição abriga cerca de 7,5 mil plantas que fazem parte de 2.750 espécies. Destas, 850 são consideradas exclusivas do Jardim Botânico carioca, embora possam estar presentes na própria natureza ou em coleções particulares.
Essa riqueza também evidencia um retrato do risco que corre a flora nacional: das 850 espécies exclusivas identificadas, 150 podem ser consideradas em processo de extinção. Todas que correm o risco de desaparecer são originárias do Brasil.
No Jardim Botânico do Rio funciona o Centro Nacional de Conservação da Flora, responsável por avaliar e categorizar as espécies em extinção no Brasil. Estima-se que o país possua 46,5 mil espécies de plantas conhecidas. Destas, pouco mais de 6 mil foram avaliadas, e pelo menos 3 mil estão ameaçadas em com alguma possibilidade de extinção. O trabalho de pesquisa ainda está sendo realizado.
“A situação das espécies nativas do Brasil é uma situação que considero crítica. Porque muitas dessas espécies estão ameaçadas de extinção. Tem ecossistemas praticamente extintos. Da Mata Atlântica, por exemplo, restou somente 20% do que era na época do descobrimento do Brasil”, destacou Nadruz.
São quatro os níveis de avaliação de cada espécie em extinção: o mais baixo, que é o “vulnerável”; o “em perigo”, que é quando a situação começa a se agravar; o “criticamente em perigo” e finalmente o “extinto”. Este último pode ser dividido em duas subdivisões: a extinção total, quando a espécie não é encontrada em lugar nenhum; e só na natureza, quando ela ainda pode ser cultivada em espaços controlados, como o próprio Jardim Botânico.

A matéria pode ser lida no G1

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