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Projeto apoiado pela CAPES faz descobertas em mar profundo

07/12/2017

Uma descoberta associada ao “Projeto ASpECTO - Assimetria na distribuição de energia entre as correntes de contorno oeste do Atlântico Sul durante os últimos 130 ka e seu impacto sobre o clima da América do Sul”, financiado no âmbito do Programa CAPES/IODP, foi abordada no programa Repórter ECO, da TV Cultura. “Nós descobrimos que, em intervalos específicos dos últimos 30 mil anos, a estrutura da porção superficial do Oceano Atlântico equatorial sofreu mudanças extremamente significativas e abruptas. Estas mudanças foram responsáveis por alterar não apenas a estrutura física da coluna de água, mas também causaram marcante modificação na biota que habita esta região”, explica um dos coordenadores do projeto Cristiano M. Chiessi, professor da Universidade de São Paulo (USP).
O coordenador explica que as mudanças ocorreram em momentos específicos nos quais a Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico (ou a "grande circulação do Atlântico") esteve muito enfraquecida. “Como as projeções climáticas indicam que esta mesma circulação deve sofrer significativo enfraquecimento até o final deste século, conhecer as possíveis consequências deste enfraquecimento é de fundamental importância para nos prepararmos adequadamente para tal evento.” Um artigo sobre o assunto foi publicado na Revista Nature em maio deste ano.
No âmbito do projeto, também foi descoberto que o dióxido de carbono lançado na atmosfera nos mesmos intervalos dos últimos 30 mil anos tiveram origem nos oceanos e chegou até a atmosfera terrestre por meio de uma intensificação da ventilação da porção profunda do Oceano Austral (o oceano que circunda a Antárctica) e também por um enfraquecimento da produtividade primária oceânica. “Esta descoberta publicada em um artigo em abril deste ano juntamente com aquela publicada no artigo de Portilho-Ramos et al. (2017) nos mostra o papel fundamental que diminuições na intensidade da Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico podem ter para o clima e a biota do planeta”, explica Chiessi.
Segundo o coordenador, as expectativas para o projeto são excelentes em termos de avanços científicos e, principalmente, na formação de recursos humanos de alto nível. “Estamos avançando de maneira significativa em uma área de fronteira, isto é, o conhecimento dos oceanos profundos. Em função da sua extensa área oceânica, o conhecimento do comportamento dos oceanos profundos é absolutamente fundamental para o Brasil.”
Cristiano ressalta que os impactos de um projeto como este são enormes pois produzem ciência de ponta e formam recursos humanos de alto nível em uma área de interesse estratégico para o Brasil, isto é, as ciências do mar profundo. “Durante muito tempo as pesquisas nos oceanos profundos foram tímidas no país. Mais recentemente, entretanto, esta área da ciência tem ganhado atenção e os frutos desta atenção estão começando a se tornar palpáveis para o país. Neste sentido, o apoio de agências de fomento como a CAPES é absolutamente fundamental. Sem estes recursos, estas pesquisas não poderiam ser executadas.”

Saiba mais no site da Capes

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